EXPOSIÇÕES | ARTE PÚBLICA

 

Nos cem anos do seu nascimento, vemos como ela foi uma grande criadora de si própria e uma astuta pioneira de tempos e de modos de existir, de aparecer, de cantar. E vemos também como Amália continua a estar presente no nosso presente e é já contemporânea dos futuros do nosso futuro.

                                                               José Manuel dos Santos

 

A fruição cultural do legado de Amália Rodrigues acontece a partir de um programa de exposições que se complementam e que decorrem no Museu do Fado, no Museu Nacional do Teatro e da Dança, no Museu do Traje e no Panteão Nacional.

Comissariado: Frederico Santiago e José Manuel dos Santos

 

NO MEU SORRISO A MINHA ENTREGA. UM BUSTO DE AMÁLIA POR JOAQUIM VALENTE

Ao longo de mais de meio século, Amália Rodrigues cantou Lisboa, encarnando e projetando a cidade dentro e fora do país. A figura da fadista, alimentada pela indústria dos media, contribuiu para uma renovação da imagética fadista e da cidade. Em 1945, o escultor Joaquim Valente foi responsável por uma das representações plásticas mais icónicas da fadista. De cabeça inclinada, de olhos fechados, de rosto sereno, o busto de Valente retrata Amália em comunhão com as suas emoções e o fado. Esta obra tornar-se-ia emblemática ao figurar na capa do álbum, gravado em 1962, no qual Amália chama ao canto, pela primeira vez, as vozes de poetas eruditos e que marca o início da parceria artística da fadista com Alain Oulman. Sem título, seminal e revolucionário, o álbum ficaria conhecido para sempre como Busto. Associando-se às comemorações do centenário do nascimento da fadista e revisitando as coleções do Museu de Lisboa, esta exposição conta a história deste busto.

Museu de Lisboa – Palácio Pimenta

6 de maio – 31 de outubro de 2021

 

AMÁLIA | FADO

Museu do Fado

Inauguração: 17 de Setembro de 2021

 

AMÁLIA | PALCO

Museu Nacional do Teatro e da Dança

Inauguração: Outubro de 2021

 

AMÁLIA | NEGRO

Panteão Nacional

Inauguração: Outubro de 2021

 

VESTIR, DESENHAR E PINTAR O FADO AMÁLIA

Curadoria: Paulo Azenha

Museu Nacional do Traje

Inauguração: Outubro de 2021

 

AS JÓIAS DE AMÁLIA

Palácio Nacional da Ajuda | Galeria D. Luís

Inauguração: Último trimestre de 2021

 

 

EXPOSIÇÕES ITINERANTES

 

Em simultâneo, em várias autarquias do país, a Fundação Amália Rodrigues desenvolve um abrangente programa de itinerância nacional de exposições, através de dois projectos distintos:

 

NO JARDIM DE AMÁLIA

Instalação interactiva com o enfoque na participação do público. A inauguração no Panteão Nacional (em data a definir) com itinerância pelo território nacional.

Curadoria: Rui Orfão.

Produção: Fundação Amália Rodrigues

 

BEM-VINDA SEJAS AMÁLIA

Exposição modular consagrada à dimensão mais privada de Amália Rodrigues, desvendando os bastidores de palco/camarim, com itinerância pelo território nacional.

Em curso desde 2020. Datas para 2021 a definir.

Produção: Fundação Amália Rodrigues

 

 

ITINERÂNCIA INTERNACIONAL

 

No quadro dos FESTIVAIS INTERNACIONAIS DE FADO, o Museu do Fado desenvolverá uma exposição consagrada à biografia artística de Amália Rodrigues, produzida em formato digital e sempre traduzida para a língua do país de acolhimento.

Produção: EGEAC |Museu do Fado

 

 

ARTE PÚBLICA

 

Eixo programático transversal ao território nacional, preconizando a celebração de Amália no espaço público, a partir de distintos projectos artísticos, com o enfoque na apropriação colectiva e transversal do seu legado.

 

PORQUE SEMPRE O CÉU É POUCO

Projeto de arte pública desenvolvido em quatro miradouros – Jardim 9 de Abril, Santa Luzia, Senhora do Monte e São Pedro de Alcântara – a partir do convite a quatro autores nacionais que têm vindo a produzir criações neste domínio sonoro, dentro do universo das artes visuais. A sugestão concretiza-se na hipótese de trabalharem um universo tão vasto quanto o som de Amália, em múltiplas possibilidades, nos temas interpretados, nas palavras faladas, no riso, no burburinho do seu público.

Produção: Câmara Municipal de Lisboa

Setembro de 2021 (a confirmar)

 

Amália Rodrigues na sua residência na Rua de S. Bernardo, 1953. Autor desconhecido. Col. Fundação Amália Rodrigues